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FESTEJO DO TAMBOR MINEIRO - 2009

Alegria, dança e cultura são a mistura perfeita do 7° Festejo do Tambor Mineiro

Cultura, religiosidade, dança e batuque. Esses são os ingredientes da contagiante mistura da manifestação popular Festejo do Tambor Mineiro. O evento, que celebra a cultura afro-brasileira e promove interação, diversidade e muita música ao ar livre, será realizado no bairro Prado, região Oeste de Belo Horizonte, 16 de agosto, às 10h. Ao som dos tambores, o público poderá curtir o espetáculo em dois quarteirões da tradicional rua Ituiutaba. Este ano, o ingresso de entrada será um quilo de alimento não perecível, a ser doado para as Guardas do Congado que se apresentarem no evento.

A comemoração, idealizada pelo multiartista Maurício Tizumba, é promovida anualmente desde 2003, e visa a valorização e divulgação da cultura afro-mineira e do Congado de Minas Gerais. A atração espalha alegria pelas ruas e envolve a plateia que, em 2008, reuniu mais de 10 mil pessoas, público esperado para 2009. O cortejo reverencia a cultura africana, celebrando o resgate da identidade cultural negra. “O Festejo é um evento de valorização do tambor mineiro e um momento em que se pretende quebrar preconceitos e fazer com que as pessoas aprendam a conviver com as diferenças”, afirma Tizumba.

Nesta edição, as atrações artísticas que encantarão os espectadores serão compostas por 10 Guardas de Congado, artistas e grupos Mineiros. Entre eles estão Sérgio Pererê, Moçambique Velho Africano, Guarda de Congo Feminina de Nossa Senhora do Rosário, Guarda Vilão Santa Efigênia, Guarda de Caboclo São Jorge e Mauricio Tizumba. O evento conta com o patrocínio da empresa Contax, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, e do Banco Mercantil do Brasil pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. A realização é da NAPELE Produções.

A história do Festejo
Em 2001, Mauricio Tizumba abriu um curso de tambor mineiro e começou a dar aulas para músicos e leigos. As apresentações finais dos alunos eram feitas nas ruas, para que pudessem receber parentes e amigos de todos. Para abrilhantar ainda mais a festa, foram convidados vários grupos de Congado e outros artistas. “Consegui formar várias turmas e, na apresentação final, o galpão do Tambor Mineiro ficou pequeno para o espetáculo. Assim, em 2003 surgiu o primeiro Festejo do Tambor Mineiro”, completa Tizumba.

A festa também representa o culto religioso à Nossa Senhora do Rosário, santa de devoção dos negros. Segundo Pedrina Lourdes dos Santos, capitã da Guarda Nossa Senhora das Mercês de Oliveira, “a Santa aceitou os negros como eles são. Com muita fé, cantamos e dançamos para cultuar e reverenciar a divindade”. Para divulgar as raízes e cultura negras, o Festejo agrega valores e busca a aproximação do público por meio da celebração e da espiritualidade. Com essa mistura de culturas, que agrega negros, brancos, mulatos, ricos e pobres, a diversidade se tornou uma das marcas do projeto, que já conquistou os belo-horizontinos.

No congado, manifestação cultural e religiosa de origem africana presente em todas as regiões de Minas Gerais, a festa realiza a coroação do rei Congo, acompanhado de um cortejo compassado, levantamento de mastros e muita música. Os instrumentos musicais mais utilizados são as caixas de congado, os patangomes e as gungas.
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